A polícia francesa andou cinco dias à procura de uma criança de dois anos desaparecida que afinal não existia, era uma invenção do Facebook.

As buscas foram desencadeadas por uma queixa de uma alegada tia do menino, a qual dizia que a criança tinha sido raptada de um supermercado, e alimentadas por uma página na rede social, que chegou ao ponto de inventar mais familiares da criança e publicar fotos, que se veio a descobrir terem sido retiradas de outras contas.

Com o avançar do tempo a polícia começou a desconfiar das inconsistências na história da mulher, que dizia que os pais da criança estavam separados e não fazia ideia onde estavam. Descobriu a origem da história e também dois cúmplices, dois jovens que alimentavam a página.

«O inquérito por rapto foi obviamente redirecionado para um crime de reportar um falso crime», diz Eric Mazaud, do Ministério Público francês: «Foi uma investigação longa e complicada, mas podemos agora dizer que o jovem Chayson nunca existiu, nem tem um pai e uma mãe.»

«Infelizmente, é uma história dos tempos modernos. Alguém decidiu criar contas falsas no Facebook e roubou fotos de contas reais, para alimentar falsas contas e fazer parecer que eram reais», nota Mazaud.

A mulher em causa está presa e arrisca pena de seis meses de prisão e 7500 euros de multa. As autoridades dizem que não conhecem ainda as motivações por trás deste logro.