A autoridade astronómica internacional deu o nome da artista plástica portuguesa Maria Helena Vieira da Silva a uma cratera em Mercúrio, entre dez personalidades que se destacaram pelo contributo que deram às artes, noticiou esta terça-feira o Portuguese American Journal.

A pintora portuguesa, naturalizada francesa, integra um conjunto de dez personalidades que darão nome a crateras em Mercúrio, em que constam o nome do músico John Lennon, os dos romancistas Truman Capote e Erich Maria Remarque, ou o do compositor Hector Berlioz.

As crateras de Mercúrio recebem nomes de artistas falecidos, entre músicos, pintores e autores que tenham realizado contribuições fundamentais para o seu campo e que tenham sido figuras artística e historicamente reconhecidas há mais de 50 anos.

A honra é concedida pela União Astronómica Internacional, a autoridade global para a nomenclatura planetária e de satélites, sob proposta da equipa do veículo espacial Messenger, da NASA.

Vieira da Silva e as restantes nove personalidades juntam-se às 114 crateras nomeadas desde 2008, quando o Messenger passou por Mercúrio pela primeira vez.

Maria Helena Vieira da Silva nasceu em 1908 em Lisboa, estabeleceu-se como pintora em Paris, onde conheceu o marido, o artista plástico húngaro Arpad Szenes.

Após um exílio de sete anos no Brasil durante a II Guerra Mundial, foi-lhe atribuída a cidadania francesa.

Vieira da Silva foi eleita Membro da Royal Academy of Arts de Londres, em 1988, ordenada Officier de la Legion d'Honneur com insígnias entregues pela mão do Presidente François Mitterrand, em 1991. Morreu em Paris em 1992.

A obra da pintora está exposta no Centre Georges Pompidou, de Paris, no MoMA e Guggenheim de Nova Iorque, na Tate Collection, de Londres, no Thyssen-Bornemisza, de Madrid, no Art Institute of Chicago, no Ashmolean Museum, em Oxford, e na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Em 1990 foi criada em Lisboa a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva em Lisboa.