Devagar, devagarinho, o Windows Phone vai conquistando um espaço no mercado dos smartphones. Sabe-se que é o terceiro ecossistema de telemóveis, depois do Android e do iPhone. Números concretos, quotas de mercado, não há. Mas para bom entendedor meia palavra basta, e quando a Microsoft diz que em Portugal contam com um crescimento perto dos três dígitos para atingir os dois dígitos ainda este ano, percebe-se que a ideia é dobrar o número de utilizadores para chegar à barreira dos 10 por cento, talvez um pouco, pouco mais.

É uma imensa lição de modéstia, que até se pode estranhar na marca. Afinal, mil milhões e 500 mil pessoas usam o Windows todos os dias. Sozinha, a empresa já foi dona de 95% do mercado de computadores pessoais. Mas eram outros tempos.

A estratégia, inusitada na Microsoft, passa claramente por bater à porta dos concorrentes. De repente há um Office no iPad, a conseguir 27 milhões de downloads em dois meses. Mais: os sistemas da Microsoft passaram a ser compatíveis com o software da S A P, da Oracle, da Sales Force. Entretanto a marca tem namorado incessantemente os developers, e começa a ter resultados: a loja tem engrossado a oferta, com cerca de 500 novas aplicações todos os dias.

A base de utilizadores do Windows Phone cresceu 91% no ano passado. A aposta passa agora pelo mercado dos smartphones de gama média e baixa: o mercado mais caro começa a estar saturado. No fim de Março já havia mil milhões de smartphones em todo o Mundo, e para continuar a crescer é forçoso convencer aqueles que continuam a usar telefones básicos (daqueles que servem para telefonar, mandar uns SMS vá lá, e pouco mais) a aderir às novas tecnologias. Esse mercado deverá crescer uns 52% este ano.

É nesse sentido que há coisa de um mês foi posto à venda o Nokia Lumia 630. Um dual SIM com quatro polegadas e meia, jeitoso, ecrã clearblack, alimentado por um snapdragon quad core, armazenamento expansível a 128 megabytes com cartões de memória. Traz todo o Office pré instalado, Outlook, Skype, One Drive. Com o enfoque nas tampas coloridas e no software da Nokia - como a MixRadio, uma espécie de rádio personalizável - aponta claramente ao segmento mais jovem. Ainda este Verão há-de aparecer o 635, com ligações 4G. E tudo isto abaixo dos 200 euros.

As outras megatendências do mercado móvel passam pela integração dos equipamentos e portanto pelo crescimento da cloud. É o novo claim da Microsoft: «mobile first, cloud first». Queremos cada vez mais a liberdade de trabalhar onde quer que estejamos, seja a que hora for, no terminal que esteja mais à mão.

Neste momento sete mil milhões de pessoas têm cerca de 21 mil milhões de equipamentos ligados à Internet. Contas por alto, isso dá uma média de três dispositivos interligados. São os PCs, os tablets, os telemóveis... mas também e cada vez mais as televisões, as consolas, os eletrodomésticos, e no corpo, os relógios, os óculos, os wearables, o que vier.

O Windows 8.1 vem na sequência disto. É um sistema operativo que pretende funcionar em qualquer tipo de ecrã. É bom para quem faz o software porque o que funciona num telemóvel há-de funcionar num tablet ou num PC. E para quem usa esse software, também só é preciso aprender a usá-lo uma vez.

A última bandeira do Windows Phone, o novo topo-de-gama, vem nesta linha. O Lumia 930 vem com caixa de alumínio, ecrã de 5 polegadas, full HD, clear black e dolby surround. A câmara tem 20 megapixéis, lentes Carl Zeiss e o sistema pure view, que na versão mais recente tem estas living images: quando se tira uma fotografia o telemóvel grava também um segundo de vídeo. As fotos também podem ser automaticamente associadas a mapas e pontos de interesse no novo story teller. O 930 sai em Julho e deverá rondar os 600 euros.

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