Uma anémona até hoje completamente desconhecida foi encontrada debaixo do gelo da Plataforma de Ross, na Antártida. A Plataforma de Ross é a maior placa de gelo do Mundo, tem sensivelmente o tamanho da França. E basicamente foi uma sorte: os investigadores encontraram esta nova espécie quando nada o fazia esperar.

Estação de McMurdo, Antártida. Não tinha nada a ver. Uma equipa da Universidade Nebrasca-Lincoln andava a estudar as correntes oceânicas sob a Plataforma de Gelo de Ross quando encontrou as anémonas que nunca ninguém tinha visto.

Os animais apareceram nas imagens das câmaras robotizadas que estavam a mergulhar num poço aberto através dos 270 metros da plataforma de gelo. Estavam só a inspecionar o buraco, feito com uma broca, antes de lhe ser metido um tubo até ao fundo do mar. E enquanto a câmara descia pelo poço abaixo não esperavam de todo encontrar qualquer organismo vivo - e muito menos uma nova espécie. As misteriosas anémonas brancas, que têm entre 20 e 24 tentáculos distribuídos em dois anéis concêntricos, estavam incrustadas na parte de baixo da plataforma.

Os investigadores dizem as máquinas mostram milhares de criaturas. A maioria está enterrada no gelo, só com os tentáculos à vista. São as primeiras anémonas alguma vez encontradas a viver no gelo.

Os cientistas também encontraram peixe, vermes, e outro animal, um companheiro das anémonas, a que chamaram «crepe», por causa da sua forma cilíndrica.

Depois de instalar um dispositivo de resgate no robot os investigadores conseguiram recuperar amostras e trazê-las à superfície. Os estudos vão continuar.

Os responsáveis dizem que é uma descoberta absolutamente espantosa, que mostra como ainda temos tanto para aprender sobre a Antártida e a forma como a vida se consegue adaptar às condições extremas.

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