A presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução defendeu, esta quarta-feira, que o novo tratamento para a infertilidade, com dose equivalente a sete dias de medicação e que está disponível no mercado desde janeiro, é uma «alternativa real» entre as terapêuticas comparticipadas.

Teresa Almeida Santos explicou à agência Lusa que esta inovação consiste numa injeção única, «equivalente a sete dias de medicação», que tem «resultados idênticos», com a vantagem de evitar as injeções diárias do tratamento padrão.

Desde o início do ano, as mulheres portuguesas com problemas de infertilidade podem optar pelo novo tratamento «destinado a estimular a ovulação», o qual «é mais cómodo e tem o mesmo preço» da terapêutica até agora disponível, adiantou.

Em Portugal, onde cerca de 10% dos casais são inférteis, a compra do tratamento, baseado numa injeção única de «corifolitropina alfa», tem uma comparticipação de 69% do Estado, a mesma comparticipação dos restantes fármacos usados para a infertilidade.

«A comparticipação deste novo fármaco permitirá uma melhor acessibilidade dos casais a esta alternativa terapêutica de administração mais cómoda», segundo a diretora do Serviço de Reprodução Humana do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que integra o Centro de Procriação Medicamente Assistida.

Para Teresa Almeida Santos, «a grande vantagem deste tratamento reside numa comodidade superior e na sua facilidade de administração».

Os medicamentos tradicionalmente utilizados no tratamento da infertilidade baseiam-se na injeção de sete doses ao longo de uma semana, sublinhou.