Médicos e cientistas australianos conseguiram, pela primeira vez, que uma mulher que tirou os ovários devido a cancro, conseguisse ficar grávida. Foi retirado tecido dos ovários da paciente, e feito um enxerto na parede abdominal, que depois foi congelado, escreve o jornal britânico «The Guardian».

Investigadores na área da fertilização de Melbourne e o hospital de Royal Women trabalharam em conjunto no caso e, agora, renasce a esperança para muitas mulheres, que precisam de fazer tratamentos contra o cancro.

Vali tinha 24 anos quando soube que tinha cancro. O tratamento ia ser duro e tinha de tirar os ovários. Na altura, questionou os médicos sobre a possibilidade de guardar parte dos ovários para, mais tarde, tentar engravidar. Sem lhe darem garantias de sucesso, os médicos acederam ao pedido. Sete anos depois está grávida de duas meninas.

Foi feito um primeiro transplante do tecido recolhido, na parede do abdómen, em 2010 e um segundo dois anos depois. O material não ficou dentro do abdómen, mas entre a pele e o músculo. Após algum estímulo hormonal, Vali produziu dois óvulos. Estes foram depois fertilizados e recolocados no seu útero.

Já nasceram 29 bebés, no mundo, recorrendo a este processo. No entanto, nos outros casos, o tecido preservado foi recolocado nos ovários ou muito perto dos ovários. Neste caso, eles tinham retirados.