Um norte-americano de 41 anos foi preso depois de o Google ter detetado imagens de pornografia infantil em emails pessoais e o ter denunciado às autoridades. John Henry Skillern foi descoberto ao utilizar o Gmail para divulgar fotografias pornográficas de menores de 18 anos. Skillern é um agressor sexual já conhecido pela polícia e com cadastro desde há 20 anos.

Depois de receber a denúncia do Google, a polícia de Houston, no Texas, emitiu um mandado de prisão. As autoridades fizeram uma busca à casa do suspeito e descobriram mais fotografias, vídeos e outros emails comprometedores, o que resultou numa acusação de posse e promoção de pornografia infantil.

De acordo com o canal local de notícias KHOU 11 News, John Henry Skillern trabalha num restaurante e tem por hábito filmar as crianças enquanto comem. O homem foi preso e só poderá ser libertado mediante o pagamento de uma fiança de 200 mil dólares (cerca de 150 mil euros).

De acordo com a BBC News, a denúncia do Google levantou questões sobre a extensão da privacidade na Internet. Ninguém nega que é positivo que a empresa possa colaborar com as autoridades ao denunciar pedofilia, mas ainda são incertas as atribuições e limites do motor de busca quando se trata de policiar a rede.

A iniciativa foi celebrada pela polícia. «Eu não posso ver aquele email, eu não tenho acesso àquela informação, mas o Google tem», afirmou o detetive David Nettles.

O Gmail tem centenas de milhões de utilizadores, mas, certamente, a grande maioria não sabe que o gigante da tecnologia verifica os emails de conteúdo criminoso.

O Google informa que analisa de maneira automática o conteúdo das mensagens do Gmail. O motor de busca utiliza a tecnologia chamada «hashing» que atribui um código de identificação único a cada imagem de crianças vítimas de abuso sexual. Essa tecnologia permite que os computadores sejam capazes de identificar, bloquear e remover todas as cópias de cada imagem.

O site Business Insider lembra que o Google tornou público, em 2006, esforços pelo combate à pornografia infantil. Desde então, era previsível que a empresa analisasse o conteúdo das mensagens. Além disso, empresas de Internet são obrigadas, nos EUA, pela lei federal, a reportar ocorrências de pornografia infantil sempre que as descobrem.