A Google iniciou nos últimos dias a fase da venda restrita, a clientes selecionados, da segunda versão do projeto Glass, um par de óculos de tecnologia futurista. O Google Glass 2 destina-se agora a quem já usa óculos no dia-a-dia, para ver melhor.

Conhecido pela primeira vez em 2012, o Gloogle Glass é um par de óculos, fixado num dos olhos e que disponibiliza uma pequena tela acima do campo de visão. O utilizador pode ver mapas, opções de música, previsão meteorológica. Além disso, também é possível fazer chamadas de vídeo e tirar fotos de algo que se esteja a ver e partilhar de imediato através da Internet.

O site ArsTechnica noticiou a 29 de outubro que o Google Glass 2 será compatível com óculos graduados e de sol. A nova versão dispõe ainda de um auscultador mono que substitui o sistema de condução pelo osso que funciona mal na primeira versão.

Com o objetivo de poder lançar o produto nos próximos meses, nesta fase, a Google permite a troca entre os Glass originais por esta nova geração. A oferta estende-se a todos os Glass Explorers, ou seja, quem já tem um Google Glass original. A Google anunciou ainda que os Glass Explorers vão receber, por correio eletrónico, três convites para reenviarem para os próprios contactos, numa medida semelhante à que é usada em vários produtos, como por exemplo, no Gmail.

Entretanto há notícia de que os óculos inteligentes da Google foram utilizados no Brasil para transmitir uma cirurgia em tempo real. De acordo com o site IT Web, a primeira experiência do tipo no Brasil teve lugar a 25 de outubro no Hospital São Camilo de Salto, em São Paulo. Um cirurgião do hospital, Miguel Pedroso, utilizou o dispositivo para transmitir uma cirurgia em tempo real, via web. O médico utilizou o Google Glass para orientar à distância uma operação para a retirada parcial do colon de um paciente, ao mesmo tempo que o procedimento cirúrgico estava a ser transmitido para uma sala de aula. Miguel Pedroso assistiu depois no próprio Glass a vídeos pré-gravados de instrução para laparoscopias. Para o cirurgião, o uso do acessório significa uma «nova era» para a telemedicina.

Também nos últimos dias, há notícia de que uma mulher foi multada em San Diego, no estado norte-americano da Califórnia, por conduzir com Gloogle Glass. Cecilia Adabie foi mandada encostar pelas autoridades por se encontrar em excesso de velocidade, mas acabou por ser multada por estar a conduzir naquele momento com os óculos da Google. As autoridades consideraram que o gadget estava a bloquear a visão da condutora, o que constitui uma violação das leis californianas.

Nota de redação: Erradamente noticiámos que o Glass Explorer, Maximiliano Firtman, pertencia à Google e tinha aparecido na segunda-feira a usar a segunda versão do Gloogle Glass, na conferência em que participou em Riga, na Estónia, no entanto, esta informação não corresponde à verdade e como tal pedimos desculpa.