«Os soldados merecem ser violados e morrer», era assim que se intitulava uma página entretanto fechada pelo Facebook e que a BBC descreve.

A página teria sido criada em julho do ano passado e depois de intercetada, foi recolhendo a objeção dos militares e a repulsa do público em geral.

Apesar dos pedidos, a empresa de Zuckerberg não a retirou de imediato de circulação, alegando que não violava os requisitos, mas fê-lo depois de contactada pela BBC, com o argumento de que os dados do utilizador eram falsos e não pelo conteúdo. Segundo o Facebook, as páginas só são banidas quando o conteúdo é considerado uma «ameaça real de violência».

Um porta-voz da rede social acrescentou que as ameaças «não eram suficientemente explícitas» e «não visavam ninguém em concreto».

As críticas à companhia não se fizeram esperar, advertindo que o Facebook tem que rever a suas políticas.

O professor Joss Wright, do Oxford Internet Institute, afirmou que a página foi retirada porque o «conteúdo era claramente ofensivo» e lamentou que a rede social só tenha agido depois de contactada pela BBC.

Mas, fez uma ressalva, baseada na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que defende a liberdade de expressão.

«É claro que a página foi retirada porque era ofensiva, mas é conveniente à empresa apresentar uma justificação alternativa, como o uso de dados falsos, ou, num outro exemplo, a violação dos direitos de autor». E porquê? «Acredito que o Facebook vai manter esta atitude enquanto puder. A rede não quer ser colocada numa posição em que esperam que seja o polícia dos conteúdos, e o passo seguinte seria ver-se forçada a mudar os requerimentos» para ter uma página no Facebook, como cita a BBC.