Os cigarros eletrónicos podem ser mais eficazes para ajudar a deixar de fumar do que outros produtos à base de nicotina, como os adesivos, conclui um estudo no Reino Unido que durante cinco anos acompanhou seis mil pessoas que tentavam parar de fumar por conta própria.

O tabaco pode causar cancro do pulmão, outras doenças respiratórias crónicas e doenças cardiovasculares, a principal causa de mortalidade mundial, pelo que os investigadores consideram que os cigarros eletrónicos podem «ajudar a melhorar a saúde pública». Robert West, do departamento de epidemiologia e saúde pública da University College London, defende, citado pela Reuters, que têm vantagem «pelo seu apelo e por causa dos enormes ganhos de saúde associados a deixar de fumar».

Segundo este estudo, financiado pela Cancer Research UK e publicado na revista Addiction, entre as 5,863 pessoas envolvidas 20 por cento conseguiram deixar de fumar cigarros convencionais com a ajuda de cigarros eletrónicos, contra 10.1 que o fizeram com outros tipos de ajuda, como pensos ou pastilhas elásticas de nicotina, ou 15.1 que o atingiram à custa apenas de força de vontade.

Estes cigarros eletrónicos contêm nicotina que não é prejudicial à saúde embora seja viciante. O seu uso tem estado rodeado de polémica, com os críticos a defenderem que se limitam a substituir um mau hábito por outro, apontando ainda para a falta de resultados científicos da utilização a longo prazo para apoiar a segurança e a eficácia dos e-cigarros.