Dois estudantes inventaram um sabonete que pode reduzir os impactos da malária, doença transmitida pela picada de mosquitos. A inovação dos dois africanos foi premiada no Grande Prémio na Competição de Riscos Sociais Globais.

Moctar Dembele, de 22 anos, e Gerard Niyondiko, de 35, inventaram o «Fasoap» e receberam um prémio de quase 20 mil euros.

Para a invenção do produto, recolheram ervas locais e ingredientes naturais que dizem ser repelentes dos mosquitos, o que pode prevenir a malária, diz a CNN. O Fasoap é produzido com manteiga de karité, óleo de limoeiro e outros produtos que são segredo, diz o site.

«Depois de usar o sabonete, fica uma essência na pele que afasta os mosquitos», diz Niyondiko, que estuda com o parceiro no Instituto Internacional da Água e Engenharia Ambiental em Ouagadougou, a capital do país.

O produto vem revolucionar o combate à malária, até porque a maioria da população geralmente afetada pela doença vive abaixo do limiar de pobreza e não tem capacidade para financiar os remédios de prevenção da doença.

«Por isso, pensamos num repelente de mosquitos e larvas em sabonete que pode ser acessível e pago pela maioria da população», refere Niyondiko.

James Logan, médico entomologista na Escola de Higiente e Medicina Tropical de Londres, diz que «o conceito de colocar um repelente num sabão é interessante e positivo, uma vez que por vezes é difícil às pessoas adquirir um repelente tropical», cita a CNN.