Ian Goldin, professor da Universidade de Oxford, em Inglaterra, surgiu com a ideia: por que não arranjar um detetor de mentiras para o smartphone?

Um Pinóquio do século XXI, digital e não feito de madeira que, não se assustem alguns, ainda está em fase embrionária. Independentemente de conseguir testar a sua probabilidade, isso acabaria com muitos problemas - ou arranjaria mais - a professores, media ou alunos que se queixam sem factos para apresentar, como defendeu o professor citado pela BBC. Assim, os telefones fariam «Brrrrrr!» (não lhes cresceria um nariz), quando algo que é mentira ou incorreto fosse dito.

Pode, por enquanto ser só uma ideia e não realidade, e se Carlo Collodi, o autor das «Aventuras de Pinóquio» fosse vivo, não teria que se preocupar, porque a aplicação não se aplicaria à ficção.



A história para crianças escrita em 1883 é, afinal, ainda atual. Segundo um estudo da Universidade de Massachussets, nos Estados Unidos, muitas pessoas mentem compulsivamente e pelas mais variadas razões. Às vezes, só para ganhar o respeito dos outros. A «mentira» atinge miúdos e graúdos, já que a mesma equipa de investigadores concluiu que uma criança de dois ou três anos já consegue mentir. E com a idade, a coisa piora: aos quatro, a média é de uma mentira a cada duas horas, aos seis, elas «saem» a cada 90 minutos, pela média.