Uma equipa internacional de astrónomos, incluindo o português José Afonso, descobriu a galáxia mais luminosa no universo mais próximo da Terra, com um brilho superior a 10 biliões de estrelas como o Sol, informou esta quarta-feira a Universidade de Lisboa.

A galáxia (grande conjunto de estrelas) situa-se a dois mil milhões de anos-luz da Terra, no chamado Universo Local.

Em declarações à agência Lusa, o diretor do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL), José Afonso, adiantou que o próximo passo da investigação será perceber de que forma se formou a grande luminosidade da galáxia, que estará associada a «uma formação de estrelas explosiva» e à atividade que rodeia um «buraco negro gigantesco» central, que, «ao engolir material», fá-lo «brilhar de forma muito intensa».

A descoberta, explicou, é inédita e interessante porque as galáxias com enorme luminosidade são mais comuns no universo distante, a seis ou sete mil milhões anos-luz da Terra.

O cálculo da luminosidade da galáxia IRAS 08572+3915, conhecida há 30 anos, foi feito pela equipa de astrónomos a partir de uma análise detalhada de novas observações, realizadas com o Telescópio Espacial Herschel, da ESA, e com o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA.

O grupo de 19 cientistas, liderado por Andreas Efstathiou, da Universidade Europeia de Chipre, propõe-se estudar a origem da luminosidade da galáxia com um instrumento mais potente, o ALMA, o maior radiotelescópio do mundo.