A Microsoft apostou no verão para os seus novos telemóveis com o Windows Phone 8.1. O gigante da tecnologia está a viver uma nova fase, desafiante, sim, mas muito mais humilde.

Contra iPhones e Androids, Microsoft espera ter 10% do mercado este ano.

Devagar, devagarinho, o Windows Phone vai conquistando um espaço no mercado dos smartphones.

Sabe-se que é o terceiro ecossistema de telemóveis, depois do Android e do iPhone. Números concretos, quotas de mercado, não há. Mas percebe-se que a ideia é dobrar o número de utilizadores para chegar à barreira dos 10 por cento, talvez um pouco, pouco mais.

É uma imensa lição de modéstia, que até se pode estranhar na marca.

Afinal, sozinha, a empresa já foi dona de 95% do mercado de computadores pessoais. Mas eram outros tempos.

A estratégia, inusitada na Microsoft, passa claramente por bater à porta dos concorrentes. De repente há um Office no iPad, a conseguir 27 milhões de downloads em dois meses. Os sistemas da Microsoft passaram a ser compatíveis com o software da Apple, mas também da S A P, da Oracle, da Sales Force.

A base de utilizadores do Windows Phone cresceu 91% no ano passado. A aposta passa agora pelo mercado dos smartphones de gama média e baixa: o mercado mais caro começa a estar saturado.

É nesse sentido que há coisa de um mês foi posto à venda o Nokia Lumia 630. Um dual SIM com quatro polegadas e meia, jeitoso, ecrã clearblack, alimentado por um snapdragon quad core, armazenamento expansível a 128 megabytes com cartões de memória. Traz todo o Office pré instalado, Outlook, Skype, One Drive. Com o enfoque nas tampas coloridas e no software da Nokia - como a MixRadio, uma espécie de rádio personalizável - aponta claramente ao segmento mais jovem. E tudo isto abaixo dos 200 euros.

Neste momento 7 mil milhões de pessoas têm cerca de 21 mil milhões de equipamentos ligados à Internet. Contas por alto, isso dá uma média de 3 dispositivos interligados.

A última bandeira do Windows Phone, o novo topo de gama, vem nesta linha. O Lumia 930 vem com caixa de alumínio, ecrã de 5 polegadas, full HD, clear black e dolby surround. A câmara não tem os 40 megapixeis do dez vinte, mas tem 20, lentes carl zeiss e o sistema pure view, que na versão mais recente tem estas living images: quando se tira uma fotografia o telemóvel grava também um segundo de vídeo. Isto dá efeitos interessantes, tipo GIF animado, que podem ser um sucesso nas redes sociais.

O 930 sai em Julho e deverá rondar os 600 euros.

A seguir, só falta saber se voltará a haver telemóveis com a marca Nokia. Desde que a Microsoft comprou a Nokia, garantem-nos, está tudo bem.

Certo é que «Microsoft Nokia Lumia» são nomes a mais para um telemóvel, e alguma coisa vai ter de cair. Logo se vê. Os próximos meses serão claramente decisivos.