A convição de que os extraterrestres não existem parece estar cada vez mais fora de moda. Pelo menos, para os cientistas britânicos, que decidiram concertar esforços para procurar por vida alienígena entre as estrelas.

Académicos de 11 institutos criaram uma rede para coordenar a busca, que será coordenada pelo astrónomo britânico, Martin Rees. No entanto, a procura por outras vidas necessita de fundos. Os investigadores precisam de mais de um milhão de euros por ano para a análise de dados e para descobrir novas formas de procurar extraterrestres.

Segundo a BBC, a maioria destas pesquisas são atualmente efetuadas nos EUA, no entanto, se uma ínfima parte do orçamento para a astronomia fosse direcionada para estas pesquisas, a diferença podia ser muito substancial e comparável à efetuada nos EUA, declarou Alan Penny, coordenador da pesquisa.



«Eu não sei se os extraterrestres estão por aí, mas estou desesperado para descobrir. É muito possível que estejamos sozinhos no universo. Se pensarmos nas implicações disso percebemos que se estamos sozinho então o objectivo de todo o Universo somos nós. Se não estamos sozinhos, isso é interessante, mas de uma outra forma», explicou.

Os cientistas querem monitorizar as ondas de radio nas estrelas de forma a interceptar eventuais comunicações de extraterrestres. O último grande projeto desta natureza procurou sinais em mais de mil estrelas perto da terra, mas nada encontrou. A tecnologia atual permite alargar o campo de busca e de alcance e com isso aumentar as hipóteses de sucesso.

«Há milhões de planetas. Seria negligente da nossa parte não ter pelo menos meio ouvido a escutar eventuais sinais que nos possam ser enviados», disse.