A idade não passa por elas, ao ponto dos cientistas a considerarem «imortal». As mutações a que a hydra magnipapillata está sujeita são tão mínimas, sem acusar o envelhecimento, que parecem «imortais».

As donas do segredo da juventude são criaturas que habitam em água doce. Pólipos minúsculos, com tentáculos e boca. A descoberta foi feita por uma universidade dinamarquesa em consórcio com outros centros de investigação e publicada na revista «Nature».

Esta revelação constitui uma novidade, já que eram conhecidas espécies que não envelheciam com o passar do tempo. No caso deste pólipo, não sofre mutações. Ou seja, num ambiente ideal de laboratório, elas podem tornar-se «imortais».

O biólogo Owen Jones, do Max-Planck Odense Center da universidade dinamarquesa acrescenta que «a investigação em laboratório mostra que cinco por cento da população marinha que mantenha as mesmas condições é capaz de viver mais de 1400 anos», cita a «Nature World News».

O estudo envolveu 46 espécies de várias categorias: 11 mamíferos, 12 vertebrados e dez invertebrados, 12 plantas e uma alga.

Este trabalho traz novidades sobre o estudo do envelhecimento das espécies e a consequente morte, já que a maioria das investigações se refere a mamíferos e pássaros.