As altas temperaturas de 2013, o sétimo ano mais quente desde 1880, confirmam a tendência de aquecimento global a longo prazo, segundo um estudo da NASA divulgado nesta quarta-feira.

O trabalho realizado pelo Instituto Goddard de Estudos Espaciais da agência norte-americana mostra que a temperatura média global do ano passado foi de 14,6 graus Celsius, ou seja, 0,6 graus acima da média do século XX. Sendo que, nos últimos 38 anos, nunca ficou abaixou desses 14,6.

À exceção de 1998, os dez anos mais quentes dos 134 registados em todo o mundo (registos iniciaram em 1880) pertencem ao século XXI, com 2010 e 2005 a apresentarem a temperatura média mais elevada.

Cada ano não tem de ser necessariamente mais quente que o anterior, asseguram os investigadores da NASA, mas tendo em conta os atuais níveis de gases de efeito de estufa espera-se que cada década supere a temperatura média da precedente.

«Ainda que um ano ou uma estação possa ser afetado por fenómenos meteorológicos aleatórios, esta análise mostra a necessidade de monitorização continua e a largo prazo», explicou o climatólogo do Instituto da NASA.

Devido à ação humana, esta concentração de gases, que se gera de forma natural, mas também através dos combustíveis fósseis, aumentou nas últimas décadas e encontra-se ao nível mais alto dos últimos 800.000 anos.

A NASA adianta ainda que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera era de 285 partes por milhão em 1880 e que no ano passado ultrapassaram as 400 partes por milhão.