Uma equipa de investigação conseguiu transmutar as células da pele de ratos, transformando-as em células beta, as que produzem insulina. Na prática, estes cientistas do Instituto Gladstone, em São Francisco, conseguiram curar a diabetes nos animais.
 
A investigação recorre a um novo método que descodifica as células da pele e as modifica geneticamente, transformando-as em células produtoras de insulina. 

Os cientistas extraíram células da pele dos ratos e reprogramaram-nas como aquilo a que chamam PPLCs. As células modificadas foram depois transplantadas para o pâncreas dos animais. E em apenas oito semanas, as células evoluíram para células beta, que funcionam como fábricas de insulina, que rapidamente regularam os níveis de glicemia no sangue.
 
Agora, o próximo passo é fazer o mesmo com as células humanas, abrindo caminho à cura para uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Nesta fase a equipa está a testar o protocolo na reprogramação de células humanas, a ver se reagem da mesma forma.
 

«Parece-me um avanço importante. Nunca tínhamos tido um tal sucesso - nem mesmo em cobaias. Vai ser complicado ver se também funciona nos humanos e garantir quaisquer dúvidas relativas à segurança. Mas podemos dar uma enorme esperança aos milhões de pessoas que sofrem de diabetes», afirma Deepak Srivastavam, diretor do Instituto Gladstone.

 
A tecnologia é cada vez mais a melhor amiga dos diabéticos, ajudando-os por exemplo a controlar os seus níveis de glicose, mas os cientistas de Gladstone acreditam que é possível irmos ainda mais longe. Faltam anos e anos de pesquisa pela frente, mas este pode ser o caminho da cura.