Viajando a mais de 10.000 metros do solo, os pilotos têm a oportunidade de captar imagens que de outra maneira seriam impossíveis de captar. Prova disso, são as centenas de fotos, publicadas no Instagram, de pores-do-sol e eventos climáticos extremos difíceis de se vislumbrar em terra-firme. A oportunidade única dada aos profissionais de aviação tornou-os famosos na internet, mas lançou algumas questões sobre a legalidade da captação destas fotografias.

Um dos pilotos que usa a profissão para captar imagens inéditas e partilhar as mesmas no Instagram com os seus seguidores é Santiago Borja. Ao longo do seu perfil é possível ver imagens aéreas de cortar a respiração, como é o caso da fotografia que mostra a tempestade que se concentra sob o Oceano Pacífico.

 

Big active storm near the coast of Venezuela enroute @FL360 #stormy #cb

Uma foto publicada por Santiago (@santiagoborja) a

Por sua vez, Jordin Martin Garcia, também piloto, criou a página “Office with a view” – “Escritório com vista” no Instagram onde mostra uma série de fotografias feitas a partir do cockpit.

 

#Snowshowers approaching #EHAM #Amsterdam @vueling

Uma foto publicada por Jordi Martin Garcia (@officewithviews) a

Das 293 fotografias publicadas naquele perfil, cerca de metade são imagens aéreas.

Apesar da grandiosidade das fotografias, este tipo de publicações tem aumentado as dúvidas sobre o profissionalismo dos pilotos que as tiram. Isto porque há regras restritas sobre o que estes profissionais devem fazer enquanto estão em voar e manusear uma câmara fotográfica durante a aproximação à pista de aterragem não é um delas.

De acordo com a Administração Federal de Aviação norte-americana, responsável pelas regras do cockpit, os pilotos que operem no espaço aéreo dos EUA devem-se abster de atividades não-essenciais durante as fases críticas do voo, normalmente abaixo dos 3.000 metros do solo.

 

@natgeotravel #Barcelona night overview

Uma foto publicada por Jordi Martin Garcia (@officewithviews) a

Por sua vez, a Agência Europeia de Segurança em Aviação implementa uma legislação similar à da entidade norte-americana, mas parece que alguns pilotos não cumprem essas normas.

 

@natgeo #Venezia Early morning approach,nice light!! #✈️📷😍

Uma foto publicada por Jordi Martin Garcia (@officewithviews) a

Nos Estados Unidos, vários acidentes fatais na aviação foram associados a falha humana. Em 2009, 50 pessoas morreram quando o voo 3407 da companhia Colgan se despenhou pouco antes da tentativa de aterragem em Buffalo, num acidente que, segundo a companhia aérea, terá sido causado por um número considerável de lapsos do piloto.

Mesmo com questões de segurança levantadas, imagens como estas não param de ser publicadas nas redes sociais. 

 

Taita #Cotopaxi majestuoso como siempre, aunque esta vez no está en sus mejores galas #Ecuador

Uma foto publicada por Santiago (@santiagoborja) a

Santiago Borja não identifica a companhia aérea para a qual ópera, mas Jordin Garcia associa algumas das suas imagens à companhia aérea espanhola Vueling.

 

 

Taita #Cotopaxi majestuoso como siempre, aunque esta vez no está en sus mejores galas #Ecuador

Uma foto publicada por Santiago (@santiagoborja) a