A Rússia avisou a Google, o Twitter e o Facebook que podem ser bloqueados caso violem a lei em vigor referente à Internet. O porta-voz do regulador dos media russos, Vadim Ampelonsky, informou que enviou cartas para as três empresas tecnológicas, exigindo que estas cumpram a legislação. Uma legislação que muitos opositores do regime têm considerado uma política de censura.

“Nas nossas cartas lembramos as empresas das consequências que decorrem da violação das leis.”


Ampelonsky esclarece que o facto de as três plataformas usarem tecnologia de encriptação avançada impede que o governo russo bloqueie páginas específicas, conseguindo apenas bloquear um determinado conteúdo, e, por isso, os russos não têm outra alternativa que não seja bloquear os três serviços.

Mais, para cumprirem a lei, as três empresas têm de fornecer dados sobre blogues russos com mais de três mil leitores diários e encerrar páginas que o regulador considera apelarem a “protestos e agitação”.

O presidente russo, Vladimir Putin, que já foi espião do KGB, já descreveu a Internet como um projeto norte-americano da CIA.

O ano passado foi aprovada uma lei que dá o direito aos procuradores russos de bloquear, sem a decisão de um tribunal, páginas com informação sobre manifestações que fujam ao controlo das autoridades. Além disso, a lei prevê que bloggers com um grande número de seguidores tenham de ser registados numa base de dados criada para o efeito.

As medidas provocaram muitas críticas, mas Putin prometeu que não ia colocar a Internet sob o total controlo do Governo.

O Facebook diz que responde aos pedidos governamentais sobre divulgação de dados dos utilizadores, desde que estas solicitações estejam de acordo com as políticas de privacidade da empresa, as leis locais e os padrões internacionais.

As estatísticas do Facebook, revelam que os dois pedidos da Rússia sobre informação de utilizadores foram rejeitados. Pelo contrário, a empresa forneceu dados em 80% das solicitações com origem em organismos norte-americanos.

No caso do Twitter, o microblog rejeitou 108 pedidos da Rússia e, já em relação à Google, a empresa aprovou 5% das 134 solicitações.