A difusão da internet e dos dispositivos móveis em todo o mundo não correspondeu às expetativas de impulsionar o crescimento económico e a criação de emprego, revela o Banco Mundial.

O relatório, denominado "Dividendos digitais", revela que existe um “fosso digital” cada vez maior entre ricos e pobres.

Atualmente cerca de 3,5 mil milhões de pessoas têm uma conexão à internet, um número que mais do que triplicou nos últimos 10 anos. Significa isto que, em muitos países em desenvolvimento, há mais famílias com telefone do que com acesso à eletricidade ou água potável.

Mas os benefícios da expansão digital estão a ser desviados para os mais ricos, porque, diz o relatório, são os mais capazes de retirar um maior partido das novas tecnologias.

"Temos que continuar a conectar todos e não deixar ninguém para trás, porque o custo de oportunidades perdidas é enorme", disse Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, citado pelo jornal The Guardian.

O Banco Mundial dá o exemplo do leste de África, onde 40% dos adultos pagam as faturas através de um dispositivo móvel. Já na China, cerca de oito milhões de empresários usam a plataforma de comércio digital quer para vendas no país quer para transações internacionais.