Agora que a Internet está em todo o lado, também os e letrodomésticos se tornam cada vez mais inteligentes, facilitando as diversas tarefas domésticas. Na IFA, a maior feira europeia de eletrónica de consumo, em Berlim, foram apresentadas as últimas novidades nesta área e o NXT esteve lá para lhe dar conta das últimas tendências.

As máquinas de lavar roupa, por exemplo, já têm Wi-Fi e, através do telefone, é possível controlar à distância o estado do programa de lavagem e saber quando é que este vai terminar.

Mais, as máquinas passam a fazer tudo sozinhas: detetam a quantidade de roupa e o grau de sujidade da mesma e a partir daí calculam o tempo e a quantidade de detergente de que precisam. Já não é necessário separar roupa branca de roupa de cor, nem mesmo separar as peças consoante o tipo de tecidos. É só carregar no botão «start» (começar) e a magia acontece.

Com este tipo de equipamentos é possível lavar 12 quilos de roupa em 59 minutos, garantindo os mesmos níveis de eficiência energética. Tudo isto em silêncio, porque uma máquina destas não faz barulho nenhum.

Estas máquinas são  «A triplo +» e se, inicialmente requerem um investimento maior, segundo os especialistas, a diferença no consumo de água e eletricidade acaba por compensar.

«Essa poupança ao fim de 10 anos já dá para comprar uma linha de eletrodomésticos lá para casa», afirma Cláudia Rodrigues, da LG Portugal.

E se as máquinas de lavar roupa são cada vez mais eficientes em termos energéticos, também isto se verifica no caso das máquinas de lavar louça.

Nestes equipamentos há uma série de outras tecnologias que também se destacam: a utilização de cascatas de água em vez de chuveiros rotativos, a limpeza a vapor e com raios ultravioleta, o facto de a máquina se abrir sozinha no final da lavagem para deixar sair o vapor e permitir a secagem.

Se a escolha de um eletrodoméstico deve ser consciente, a escolha do frigoríficos ou congelador, por serem dos equipamentos que mais consomem eletricidade, deve ser ainda mais ponderada.

Aqui manda o acesso de duas portas: uma de acesso rápido, para nos servirmos de uma bebida, molho ou manteiga, e outra para abrirmos a parte de dentro, onde estão todos os alimentos de que precisamos se vamos realmente cozinhar.

A tendência é para os frigorífico de «no frost integral», ou seja, sem as prateleiras dos legumes, dos pré-cozinhados, dos queijos e do leite, mas com uma temperatura uniforme que evita os fenómenos de condensação.

Neste tipo de equipamentos há ainda o dispensador onde podemos tirar gelo, um copo de água fresco ou até água com gás ou com sabores.
 
Por último, há que referir os novos robots aspiradores. Para utilizar estes equipamentos há duas opções: ou se aponta o caminho com um controlo remoto ou se deixa o aparelho completamente à solta. 

Estes aspiradores conhecem a casa toda, uma vez que têm câmaras incorporadas, e apenas é preciso dizer onde se quer que aspire e limpe. O resto, ele faz sozinho.

À medida que a sua utilização aumenta, o aspirador vai reconhecendo melhor os espaços, os obstáculos e as zonas onde deve insistir mais. E como se isso não bastasse, quando a bateria acaba, é capaz de voltar sozinho à base para recarregar e, depois disso, regressar novamente ao trabalho para terminar as tarefas que faltam.

Ficção científica à parte, o futuro não está assim tão longe e já é possível interagir com os eletrodomésticos como se de pessoas se tratassem.