O Instagram foi considerado a rede social com mais efeitos negativos na saúde mental dos jovens. O estudo é da The Royal Society for Public Health (RSPH) em parceria com a Young Health Movement (YHM) e tem por base as respostas de 1.500 jovens, com idades entre os 15 e os 25.

No questionário, realizado nos primeiros meses de 2017, em Inglaterra, era pedido aos jovens que medissem o impacto de várias redes sociais na sua saúde e bem-estar, nomeadamente, em problemas como a ansiedade, a depressão, do sono, do bullying, entre outros.

Os resultados determinaram que entre as cinco principais redes sociais - Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat e Youtube - o Instagram é aquela que mais pode prejudicar a perceção da imagem corporal, aumentar o medo de estar ser excluído ou a 'perder' situações divertidas e a que mais tem impacto nas horas de sono.

O Instagram consegue destacar-se positivamente, apenas, na áreas da autoexpressão, autoconhecimento e construção de comunidades.

O Snapchat ficou classificada logo depois do Instagram, também por aumentar os sentimentos de estar a ser excluído ou de 'perder' eventos e no bullying. Tal como o Instagram recebeu pontos positivos no que toca à autoexpressão dos utilizadores.

O Twitter e o Facebook surgem em 2.º e 3.º lugares, respetivamente, com efeitos negativos sobre o sono e com uma grande presença de casos de bullying.

O Youtube, por sua vez, só se mostrou prejudicial num ponto, comum a todas as redes: o impacto negativo nas horas de sono. De resto, a rede de partilha de vídeos tem efeitos positivos na construção de comunidades e na autoexpressão. Esta foi, aliás, a única rede social a registar um impacto positivo sobre a saúde mental dos jovens.

O presidente da sociedade responsável pelo estudo, Shirley Cramer, afirmou, ao britânico The Independent, que “as redes sociais têm sido descritas como mais prejudiciais do que os cigarros ou o álcool e estão tão dentro da vida dos jovens que não há espaço para as conseguir ignorar.

Para Cramer, é interessante perceber que as redes sociais que se destinam a partilha de imagens, muitas vezes pessoais, são as que estão a ter um impacto cada vez mais negativo na vida dos jovens.

O Instagram já emitiu um comunicado sobre o estudo, no qual informa os utilizadores da disponibilidade da rede social em ajudar os jovens que lutam com problemas de saúde mental.

Manter o Instagram um lugar seguro e de apoio, onde as pessoas se sentem confortáveis ​​e se expressam, é a nossa prioridade - especialmente quando se trata de jovens. (…) Para aqueles que lutam contra alguns problemas de saúde mental, queremos que sejam capazes de encontrar apoio no Instagram quando e onde precisarem. É por isso que trabalhamos em parceria com especialistas, para dar às pessoas as ferramentas e informações necessárias ao usar a aplicação, incluindo como denunciar conteúdo, obter apoio para um amigo que está preocupado ou entrar em contato direto com um especialista para pedir conselhos sobre qualquer questão."