O uso prolongado de uma droga prescrita por norma para a ansiedade e a insónia está associado a um aumento de risco de Alzheimer, sustentam cientistas num estudo divulgado esta terça-feira. Se o uso crónico de benzodiazepinas causa de facto a doença cerebral é desconhecido, mas a associação é tão flagrante que a questão deveria ser examinada, defendem os autores.

A demência afeta cerca de 36 milhões de pessoas no mundo, uma quantidade que se prevê que duplique de 20 em 20 anos à medida que a esperança de vida aumenta e os nascidos na bolha demográfica do baby boom envelhecem. Os investigadores das Universidades de Bordeaux e de Montreal, responsáveis pelo estudo alertam que as drogas em causa são tomadas com muita frequência precisamente por pessoas mais velhas.

De acordo com o estudo, citado pelo «The Telegraph», tomar drogas conhecidas como benzodiazepinas (diazepam e lorazepam) durante mais de três meses aumenta o risco de ser diagnosticado com Alzheimer a partir dos cinco anos que se seguem.

Os resultados estão já, contudo a ser contestados por outros investigadores, que alertam para o facto de muitas pessoas diagnosticadas com Alzheimer no início da doença são frequentemente tratadas com medicamentos para dormir, o que pode confundir os resultados.