A empresa Microsoft pagou 10 mil dólares (nove mil euros) a uma mulher na Califórnia, nos Estados Unidos, após uma atualização automática do sistema operativo Windows 10 ter deixado o computador inutilizável.

Teri Goldstein, proprietária do computador, contou à BBC que a atualização do sistema procedeu sem a sua autorização e, de seguida, o equipamento deixou de funcionar corretamente: ficou mais lento e com uma série de bloqueios.

Eu nunca ouvi falar do Windows 10 e ninguém me perguntou se eu queria fazer a atualização”, disse a Goldstein ao jornal Seattle Times.

A norte-americana contactou o serviço de apoio ao cliente da Microsoft, na tentativa de resolver o problema. Como não lhe arranjaram uma solução, a mulher abriu uma ação judicial contra a empresa alegando que os problemas com o computador lhe causaram perdas de negócio no valor de 17 mil dólares (cerca de 15 mil euros).

A Microsoft tem sido acusada de promover de forma abusiva a última versão do software, que atualmente é gratuita para os computadores com o Windows 7 e 8, até dia 29 de julho.

Em fevereiro, a empresa incorporou o Windows 10 nas atualizações de segurança "recomendadas", ou seja, o novo software é instalado automaticamente, a não ser que o utilizador faça o bloqueio do procedimento.

No entanto, muitos utilizadores têm optado por não proceder à atualização, uma vez que nos computadores mais antigos a atualização não é bem sucedida e os proprietários dos equipamentos não querem ter encargos financeiros com o procedimento.