A Hungria recuou na intenção de cobrar um imposto pelo tráfego na internet, depois de muito protestos contra esta intenção do governo, anunciada no dia 22 de outubro.

«Este imposto, no desenho atual, não pode ser introduzido», adiantou esta sexta-feira o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, citado pela BBC.

O responsável acrescentou que irá fazer um referendo nacional sobre a matéria em janeiro de 2015.

Os protestos começaram no domingo passado, com os manifestantes a atirar peças de computadores antigos à sede do partido no poder.  Foi criado um grupo no Facebook contra o imposto que, em pouco, angariou mais de 100.000 membros. A proposta de lei tinha sido também condenada pela Comissão Europeia.

Por cada gigabyte de dados consumidos, os prestadores de serviço de internet teriam de pagar quase 50 cêntimos, o que provavelmente se iria refletir nos utilizadores, com a repercussão dessa taxa na fatura mensal. O governo húngaro previa encaixar 20 mil milhões de florins (mais de 63 milhões de euros) com este imposto.