O Facebook rejeitou uma fotografia de um bebé que sofre de cardiomiopatia por considerar que a imagem era «demasiado gráfica». O pai de Hudson Bond, de quase dois meses, revebeu um aviso de que a fotografia em que o bebé surge entubado e com aparelhos de assistência respiratória e cardíaca iria ser retirada por não respeitar os critérios de publicação.

Segundo a rede social, a imagem era «assustadora, sangrenta ou sensacionalista e evoca uma resposta negativa».





Kevin Bond ficou chocado com a decisão da rede social e tentou chegar ao contacto com o Facebook, sem sucesso.

«Fiquei muito magoado. Chorei. Ele é o meu filho, adoro-o. Ter alguém que rejeita uma Fotografia do meu lindo filho deitado numa cama de hospital a precisar de ajuda, isso afetou-me», afirmou o pai de Hudson ao site WTVD.

Já no Facebook, Kevin afirmou que a rede social devia «ter vergonha» porque «de todo o lixo que coloca sem parar na Internet, uma foto do meu filho é onde se traça um limite? É nojento!».

No entanto, só quando o caso chegou à comunicação social é que a rede social reagiu e lamentou o que tinha acontecido.

«Isto foi um erro da nossa parte e o post foi reaprovado. Pedimos desculpa por qualquer inconveniente causado à família», pode ler-se no curto comunicado enviado a alguns órgãos de comunicação social internacionais.

Já nesta quarta-feira, o Facebook fez um pedido formal de desculpas e, segundo o pai de Hudson, ofereceu 10 mil dólares em anúncios para divulgar o caso.

Com apenas uma semana de vida, foi diagnosticada uma cardiomiopatia a Hudson. O bebé está hospitalizado desde 25 de julho, num hospital na Carolina do Norte, onde lhe foi colocado um coração artificial mas está na lista de espera para um coração verdadeiro.

Enquanto acompanha o filho, Kevin Bond tem alimentado uma página no Facebook «Hudson Heart» para contar a história do seu filho e pedir ajuda para pagar os custos de um transplante de coração.

Os Bond têm ainda uma página onde podem ser feitos donativos para pagar a operação de Hudson e para a qual pedem uma ajuda de 125 mil dólares. Esta sexta-feira o valor já tinha sido ultrapassado.