O serviço Google Maps, que oferece aos utilizadores direções e mapas interativos via satélite e imagens aéreas de vários países, deixou de mostrar a casa de Andreas Lubitzs. A medida terá sido levada a cabo em resposta a um pedido feito pela empresa Lufthansa, proprietária da Germanwings.

Qualquer pessoa que pesquise no Google Street View o endereço do apartamento em Dusseldorf, na Alemanha, onde supostamente o piloto vivia com a namorada, não irá ver a propriedade mas sim uma mancha «pixelizada» que não permite ao utilizador ver a habitação.



A Alemanha tem uma das mais rigorosas leis de privacidade de todo o mundo e com a Lufthansa a argumentar que não era relevante conhecer certos detalhes da vida de Lubitz, o Google viu-se obrigado a «esconder» a casa do piloto que deliberadamente despenhou o Airbus 320 nos Alpes franceses, com mais 149 pessoas a bordo.

Em 2010, os alemães tiveram a oportunidade de optar por não ter as habitações retratadas no Google Street View. É conhecido que a Base Aérea de Volkel, na Holanda também foi «pixelizada» pelo Google.

O serviço habitualmente escure as pessoas e as matrículas dos carros, mas a empresa garante que podem ser feitas outras solicitações por qualquer pessoa.

«Nós fornecemos ferramentas de fácil acesso, que permite aos utilizadores solicitar que se esbata uma imagem que represente o próprio utilizador, a família, o carro ou a casa. Além da indefinição automática de rostos e placas, vamos pixelizar toda a casa, carro ou pessoa que faz o pedido de desfocagem adicional», lê-se no site.

O serviço Street View, do Google surgiu em 2007 e mostra mapas detalhados de 50 países.