Cientistas descobriram como corrigir a falha genética responsável pelo Síndrome de Down, abrindo caminho para eventuais desenvolvimentos na prevenção.

A doença é causada pelo facto de, em algumas pessoas, ao invés de dois cromossomas 21, existirem três. Pesquisas efetuadas dos Estados Unidos da América mostram uma forma de silenciar o terceiro cromossoma.

Numa série de experiências, os pesquisadores americanos pegaram em células humanas de pessoas com Síndrome de Down e «desativaram» o cromossoma que causa as limitações.

«Isto vai acelerar o nosso conhecimento acerca das células em casos de Síndrome de Down e a forma como podem ser tratadas com determinados remédios», disse Jeanne Lawrence, coordenadora da investigação na Universidade de Massachusetts.

Um tratamento baseado nas descobertas continua distante, mas a possibilidade de lá chegar está cada vez maior, refere o «The Guardian».

«Este é um grande desenvolvimento técnico. Abre imensas portas para pesquisas», disse Elizabeth Fisher, professora de neurogenética na Universidade de Londres.

Em cada ano, cerca de um em 1000 bebés nasce com a doença. Apesar dos avanços nos cuidados médicos que permitem uma qualidade de vida melhor, a maior parte dos portadores da doença correm riscos de doenças cardíacas, sangue e tiróide.

Embora um tratamento completo da doença esteja longe, as descobertas permitem que vários sintomas sejam controlados e estudados no futuro.

A equipa de cientistas recorreu a um procedimento chamado «edição de genoma» que permite aceder ao ADN e libertar um gene chamado XIST no terceiro cromossoma das pessoas que têm a doença.

Uma vez colocado no sítio, o gene vai atuar acabando por desativar esse cromossoma extra.