Em Portugal, há uma indústria de videojogos e ninguém sabe. O NXT esteve num encontro de «game developers» (pessoas que fazem videojogos) que reuniu em Lisboa cerca de 500 pessoas vindas de todo o país. Programadores, artistas de som, de ilustração e de design e markeeters encheram as instalações da Microsoft para um dia inteiro de aulas e workshops, que permitiu a troca de ideias e a partilha de experiências e projetos para o futuro.
 
«Com poucos recursos até conseguem fazer muito. São muito interessantes, muito criativos e ninguém sabe deles», diz Rui Guedes da «WeCameFromMars».
 
A verdade é que, neste último ano, aconteceu um «boom» na produção de videojogos e começaram a surgir imensas empresas, como nos conta Nuno Folhadela, da «Bica Studios», que até apontou uma explicação para o fenómeno.
 
«Muita malta estava sem emprego ou a sair da universidade e cada vez é mais fácil fazer videojogos. Temos imensas plataformas gratuitas que estão disponíveis», afirma Nuno Folhadela.
 
É impossível referir todos os projetos que estão a fazer o país fervilhar e os jogos que o mundo inteiro já conhece sem saber que são «made in Portugal». Um dos exemplos é a saga «Smash it Adventures», da lisboeta «Bica Studios».
 
«Estamos a desenvolver o 'Smash it adventures' para todas as plataformas móveis, iOS, Android, Windows Phone e é esse o mercado. Depois a ideia é crescer, criar uma marca e, quem sabe, aí expandir para outras consolas», afirma Nuno Folhadela.

Já no caso do «ZEZ», da «Artbit Studios», para já a posta é o mobile.
 
«Fizemos uma aposta gigantesca num jogo que basicamente é para toda a gente, Agora é uma questão de fazer o esforço extra. Agora que o jogo está feito e que sabemos que tem qualidade, queremos levá-lo às pessoas. Já temos feedback muito positivo tanto de jogadores como de críticos», afirma Pedro Ribeiro da «Artbit Studios».
 
A «Biodroid», por sua vez, já é um nome mais antigo neste mercado. Uma verdadeira empresa, com 40 empregados distribuídos entre Lisboa e Leiria com décadas de experiência na área e uma carteira de clientes que inclui as maiores empresas mundiais do ramo.
 
Estas são apenas três pequenas amostras, entre as cinco centenas de criadores que, por um dia, viraram a Microsoft do avesso este verão. Uma prova de que o negócio existe e está a crescer em Portugal.