A Comissão Europeia celebrou este sábado o lançamento com êxito de dois novos satélites do sistema de navegação Galileo, que pretende ser uma alternativa ao GPS norte-americano.

O lançamento da quarta dupla de satélites do sistema de navegação Galileo ocorreu às 21:46 TMG na gare espacial de Kurú, na Guiana francesa, através de foguete russo Soyuz, o mesmo tipo que falhou no dia 22 na hora de colocar na órbita correta os dois anteriores satélites, pelo que foi submetido a comprovações e modificações.

A Comissão anunciou, em comunicado, que recebeu «sinais de que foi colocado como se esperava».

«O lançamento com êxito de dois satélites da Galileo leva-nos um passo mais à frente num sistema de navegação por satélite europeu», sublinhou, por sua vez, a comissária europeia do Mercado Interno e da Indústria, Elizabieta Bienkowska.


«Hoje voltamos a demonstrar que a Europa tem a técnica e o conhecimento, a tecnologia de ponta, a visão e a determinação para levar a cabo grandes coisas», disse a política polaca, que destacou que Galileo oferecerá «brevemente grandes oportunidades».

O próximo lançamento de satélites Galileo está previsto para setembro, pelo que a Comissão Europeia tem previsto assegurar a provisão dos primeiros serviços deste sistema em 2016, para completar a oferta em 2020.

Quando o sistema global de navegação estiver plenamente operacional, em 2020, contará com 30 satélites distribuídos em três planos orbitais a 23.222 quilómetros de altitude.

O sistema Galileo, que será compatível com o GPS norte-americano e do qual se iniciaram os lançamentos em 2011, é um ambicioso projeto que requereu mais de uma década de desenvolvimento.

Os parceiros defendem que trará vantagens não só em matéria de gestão de transportes (aumento da segurança, agilização das operações ou redução do congestionamento), mas também em serviços para a agricultura, a pesca, a saúde ou a luta contra a imigração ilegal.