A liberdade de acesso à Internet retrocedeu pelo quinto ano consecutivo em todo o mundo, de acordo com um relatório divulgado esta quarta-feira pela Freedom House que denota “recuos notáveis” na Líbia, Ucrânia e França.

O relatório anual revela que o "recuo" é especialmente evidente nos países do Médio Oriente, revertendo avanços feitos durante a primavera árabe.

Quase seis em cada dez pessoas (58%) em todo o mundo vivem num país onde internautas ou ‘bloggers’ foram presos por terem partilhado ‘online’ conteúdos de cariz político, social ou religioso, refere o relatório anual da organização de defesa de Direitos Humanos.

Segundo a AFP, os investigadores concluíram, também, que 61% da população mundial vive em países onde as críticas ao Governo, exército ou família regente foram censuradas.

A liberdade de expressão na Internet caiu em 32 dos 65 países analisados pela Freedom House desde junho de 2014, tendo sido registados “declínios notáveis” na Líbia, França e, pelo segundo ano consecutivo, na Ucrânia, devido ao conflito territorial e à “guerra de propaganda” com a Rússia, refere a Freedom House em comunicado.