As fraudes no Facebook são a forma mais comum de ataque online. Quem o diz é a edição deste ano do relatório anual da companhia multinacional norte-americana Cisco, que identificou mais de 33 milhões de exemplos.

Recentemente, um esquema encorajava os utilizadores a gostar de uma página, comentar e partilhar, para ganhar bilhetes para um evento da Radio 1, da BBC. A rádio acabou por informar que a página em questão era uma fraude e que a única forma de conseguir bilhetes era através da organização.

Mas este é apenas um exemplo. De acordo com o jornal britânico The Guardian, as fraudes no Facebook existem sob diversas formas: falsas notícias, “quizzes” e questionários suspeitos ou páginas que pedem dados pessoais dos utilizadores.

Segundo um especialista, os questionários são um esquema muito utilizado. Disfarçados de sorteios ou passatempos, estas fraudes permitem conseguir informações dos utilizadores, não para lhes atribuir prémios, mas “por razões fraudulentas e maliciosas”, segundo explicou ao The Guardian.

Os utilizadores clicam em “aceitar” nos termos e condições do Facebook para apps e quizzes, geralmente sem pensar duas vezes”, afirmou Richard Patterson, diretor do site Comparitech.com.

A companhia estima que mais de 18 milhões de pessoas tenham, nestas circunstâncias, concedido autorização ao Facebook para vender os seus dados a terceiros, bem como permitido o acesso ao norme, idade, data de nascimento, lista de amigos e a todas as suas publicações naquela rede social.

Mas apesar de todos estes exemplos de fraude, a rede social de Mark Zuckerberg tem tido sucesso em bloquear muitas outras. Em 2015, foram registados menos esquemas através de páginas naquela rede social.

Mike Lee, da empresa Proofpoint, explicou que houve uma queda no tipo de golpes que tentam levar as pessoas a clicar em links para vírus diretamente do Facebook.

Uma das coisas que faz das redes sociais tão atrativas para os hackers é a sua eficiência em fornecer dados dos utilizadores”, afirmou, alertando também para as contas de Facebook que se fazem passar por marcas ditas confiáveis.

Mas a natureza dos ataques também está a mudar, tendo como alvo preferencial, atualmente, grandes organizações.

À medida que o Facebook adquire mais serviços, os esquemas de fraude também evoluíram. Os especialistas alertam, por isso, os utilizadores para serem conscientes na informação que concedem e que partilham na rede. Ainda que tenha o perfil privado, apenas para a família e amigos, os dados devem ser verificados de forma periódica, porque os termos e condições “podem ser alterados sem aviso prévio”, explica Lamar Bailey, diretor de segurança da empresa R&D.

Os especialistas consideram, por isso, que não há menos com que nos preocupar.

Os utilizadores devem continuar vigilantes e não complacentes em relação a estas ameaças”, alerta Tony Anscombe, da empresa produtora de software AVG.