O algoritmo do Facebook voltou a mudar e desta vez não vai ajudar as páginas oficiais de empresas que usam a rede social para se promover. A decisão da equipa de Mark Zuckerberg vai agora privilegiar os conteúdos pessoais em detrimento dos profissionais, como as de páginas de jornais.

Esta decisão fez já com que um jornal decidisse abandonar as partilhas de notícias através do Facebook. Esta quinta-feira, numa decisão editorial, o jornal Folha de São Paulo anunciou que "manterá sua página na rede social, mas não mais a atualizará com novas publicações".

"A decisão é reflexo de discussões internas sobre os melhores caminhos para fazer com que o conteúdo do jornal chegue aos seus leitores, preocupação que consta do novo Projeto Editorial da Folha, divulgado no ano passado", pode ler-se no comunicado.

O "maior jornal brasileiro na rede social" considera que a decisão do Facebook "reforça a tendência do utilizador a consumir cada vez mais conteúdo com o qual tem afinidade, favorecendo a criação de bolhas de opiniões e convicções, e a propagação das «fake news». Além disso, não há garantia de que o leitor que recebe o link com determinada acusação ou ponto de vista terá acesso também a uma posição contraditória a essa".

Assim, a partir desta quinta-feira, apenas os conteúdos da Folha de São Paulo partilhados pelos leitores circularão na rede social de Zuckerberg, até porque "a importância do Facebook como canal de distribuição já tinha diminuído significativamente antes da mudança do mês passado".

"Os leitores poderão continuar a partilhar o conteúdo do Folha nas suas páginas pessoais do Facebook", escreve mesmo o jornal, acrescentando que vai manter as contas no Twitter, Instagram e LinkedIn.