A rede social Orkut acabou esta terça-feira, 10 anos depois de ter sido criada, pelo engenheiro turco, Orkut Büyükkökten. Inicialmente pensada para os norte-americanos, a verdade é que foi entre os brasileiros e os indianos que a rede, propriedade da Google, teve mais sucesso. Só no Brasil tinha 30 milhões de utilizadores.
 
O desenvolvimento da rede social Google +, uma plataforma mais ambiciosa que está interligada a vários serviços da empresa, terá ditado o fim desta história. O anúncio foi feito a 30 de junho e não surpreendeu os especialistas.

Numa conferência recente, o responsável da Google, Larry Page, sublinhou o «crescimento tremendo» do Google + e as suas potencialidades. A verdade é que, nos últimos meses, a plataforma tem adquirido ferramentas novas como o editor de fotografias «Auto-Awesome Effects» ou os álbuns de imagens «Google + Stories». 

No entanto, a gigante tecnológica norte-americana garantiu um serviço, para todos os que estavam no Orkut, que será uma espécie de museu online, onde se podem guardar mensagens e conversas da rede. Também a ferramenta Google Takeout permite que sejam guardadas fotografias e outras imagens.
 

Apesar da aposta no Google +, travar o domínio do Facebook como a rede social mais utilizada do mundo não se adivinha tarefa fácil.

O monopólio da comunidade fundada por Mark Zuckerberg, que já ultrapassou a marca de um bilião de utilizadores ativos, tem, de resto, motivado o aparecimento de várias redes sociais que se insurgem contra as políticas de privacidade e segurança da rede. É o caso da Ello, que se assume anti-Facebook.

«A sua rede social é propriedade dos anunciantes. Cada publicação que partilha, cada amigo que faz e cada ligação que segue é registada, gravada e convertida em dados. Os anunciantes compram esses dados para que possam mostrar mais publicidade. Você é o produto que é comprado e vendido», lê-se quando se visita a página.




A Ello apresenta-se como uma rede social independente, sem anúncios publicitários e que, para já, ainda está em fase de testes: só existe em versão beta e apenas é possível aderir através de um convite.

O objetivo parece ser claro: «acreditamos que uma rede social não é uma ferramenta que deva ser usada para enganar e manipular – mas um lugar de conexão, para criar e celebrar a vida».

Foi lançada em abril mas, segundo Paul Budnitz, um dos sete fundadores, já está a ser usada por um pequeno grupo de pessoas - a maioria artistas e designers - há cerca de um ano. Em maio, começou a ser expandida através do envio de convites e agora tornou-se viral depois de um artigo do «Daily Dot», publicado este mês.

«Nós não somos o Facebook. A nossa missão não é crescer rapidamente, mas fazer uma boa rede social», declarou Budnitz ao BetaBeat.


O manifesto da Ello surge numa altura em que o Facebook tem sido muito criticado, pela forma como tem tratado a privacidade dos seus utilizadores. Esta segunda-feira, o lançamento da plataforma Atlas, que vai permitir recolher dados dos membros da comunidade para fins publicitários em páginas externas, intensificou as preocupações de alguns utilizadores.

Mas poderá ser a Ello uma alternativa consistente ao Facebook? Para já não se sabe e a resposta vai depender de vários fatores.

Por um lado, importa saber até onde vai o projeto. Casos como as startups Diaspora, App.net e Path também pretendiam ser alternativas ao Facebook, mas não conseguiram singrar no mercado.

Depois, a verdade é que não existem garantias de que a política anti-publicidade vai continuar. Segundo o Gawker, a Ello foi financiada por uma empresa de Vermont, em mais de 300 mil euros, que deverá esperar retorno deste investimento. 

A rede social admite criar um sistema premium para alguns utilizadores e, conseguir assim, gerar algum dinheiro. Mas será isto suficiente? Recorde-se que, inicialmente e antes de se ter tornado no fenómeno de popularidade que é hoje, o Facebook também era uma rede fechada, sem publicidade.