O Facebook, também detentor do Whatsapp, e a Google anunciaram que vão reformar as medidas de segurança das aplicações de conversação. O objetivo é claro, explica o The Guardian, e visa dificultar o acesso de terceiros aos conteúdos que se querem manter privados.

Esta decisão vem reforçar a posição da Apple no caso judicial que tem com o FBI. Em dezembro, Syed Rizwan Farook e Tashfeen Malik mataram 14 pessoas durante uma festa num centro comunitário em São Bernardino, na Califórnia, e o FBI não conseguiu ter acesso ao iPhone usado pelos autores do atentado por este estar encriptado. A empresa de Tim Cook negou ajudar a desbloquear o acesso que permitiria visualizar os dados no telefone.

São várias as empresas e personalidades, como o ex-analista da CIA Edward Snowden, que apoiam a posição defendida pela Apple. Recentemente também o Facebook se viu envolvido em problemas judiciais por causa da recusa em revelar conteúdo de conversão. O Vice-Presidente da empresa para a América Latina foi detido num caso relacionado com investigações sobre tráfico de droga.

Para além do Facebook e do Whatsapp, também o Snapchat estará a trabalhar no reforço da segurança das mensagens trocadas entre os utilizadores.