Uma «start-up» holandesa apresentou, pela primeira vez em Londres, o seu «fairphone», um telemóvel «inteligente, ecológico, justo e ético», sendo que 15.000 exemplares já foram vendidos na Internet e estarão disponíveis para entrega em dezembro.

Este telefone, com «design elegante »semelhante a telemóveis de outras marcas, promete ter desempenhos idênticos à concorrência, respeitando «valores» relacionados com o meio ambiente, comércio justo e transparência na cadeia de produção, segundo o representante, citado pela agência noticiosa AFP.

O projeto, lançado há três anos pelo designer holandês Bas van Abel, foi parcialmente financiado por uma angariação de fundos feita diretamente pelos futuros proprietários dos telemóveis, que aplicaram 325 euros sem nunca ter visto o produto.

Apresentado na segunda-feira como parte de um festival de design em Londres, o «fairphone», que vai operar inicialmente com o sistema operativo Android, ainda está em fase de testes e deve estar concluído no início de dezembro, sendo disponibilizado a 15 mil pessoas que têm essa «política de aquisições», de acordo com a «start-up».

Embora reconheça que é «impossível» produzir um telefone «100% justo», Bas Van Abel quer «sensibilizar» e «influenciar» as grandes empresas, normalmente acusadas de usar minerais de zonas de guerra e ter péssimas condições de trabalho.

De acordo com o fabricante, o «fairphone», «o telemóvel justo, é parcialmente reciclável, fácil de reparar, tem uma bateria removível e pode ter dois cartões SIM», para evitar o uso de dois dispositivos.