O Papa Francisco é uma estrela na rede social Twitter, com comentários que lhe são amplamente favoráveis, bem como nos media digitais, onde rivaliza com grandes líderes mundiais, revela um estudo norte-americano.

O Papa foi o tema de cerca de oito milhões de tweets desde a sua eleição a 13 de março de 2013 e até finais de janeiro de 2014, indica o Pew Research Center, que analisa a cobertura mediática sobre José Mário Bergoglio a propósito do seu primeiro ano como líder da Igreja Católica.

Na maioria dos tweets (85 por cento), o tom é neutro e limita-se a retransmitir uma informação, mas nos comentários onde é emitida opinião, a grande maioria (86 por cento) é favorável ao novo papa.

Contrariamente, o seu antecessor Bento XVI contava com 70 por cento de comentários negativos e 30 por cento de positivos.

A conta do papa Francisco no Twitter, @pontifex, conta cerca de 3,75 milhões de seguidores.

Uma análise aos 25 sites de informação mais visitados na Internet mostra que o papa ¿ nomeado «personalidade do ano» pela revista «Time» - foi referenciado 48 mil vezes.

Números que colocam Jorge Mário Bergoglio ao nível de grandes dirigentes mundiais, atrás dos presidentes norte-americano Barack Obama ou do sírio Bashar al-Assad, mas à frente do russo Vladmir Putin ou da antiga secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

Francisco é de longe o mais mencionado dos líderes religiosos reconhecidos internacionalmente, como o arcebispo sul-africano Desmond Tutu (3.000 referências) ou o Dalai Lama (2.000).

A atenção suscitada pelo papa atingiu o seu máximo a 29 de julho quando disse, evocando a homossexualidade, «quem sou eu para julgar?».

Nessa altura, foi mencionado 14 mil vezes nos sites de informação, duas vezes mais do que no momento da sua eleição.

Durante os dois últimos anos do seu pontificado, o papa Bento XVI tinha uma média anual de 18 mil de referências.