As células estaminais da pele têm genes que controlam o relógio biológico interno para se protegerem e regenerarem em função de altura do dia, um processo descrito por investigadores do Centro de Regulação Genómica (CRG) de Barcelona.

A descrição, minuto a minuto, do funcionamento das células estaminais da pele é feita num artigo publicado na quinta-feira na revista «Cell Stem Cell».

Durante as horas de maior exposição a agentes patogénicos ou à luz ultravioleta, as células estaminais da pele protegem-se deles e, durante a noite, são gerados novos queratinócitos (produtores de queratina, que confere impermeabilidade). Estes vão substituir os queratinócitos danificados, as células mortas das primeiras camadas de pele.

«Agora sabemos como as células sabem que horas são exatamente e como, graças a essa informação, regulam a sua atividade», disse o investigador que conduziu o estudo, Salvador Aznar-Benitah, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

O artigo também refere que um desequilíbrio no relógio biológico interno afeta profundamente o funcionamento das células estaminais, causando envelhecimento do tecido e podendo favorecer o cancro da pele.