A ideia genérica de que o colesterol bom só faz bem, cai por terra com esta descoberta, como explicou um especialista em genética, Daniel Rader, na revista Science. O ADN de uma pessoa parece ter influência no tratamento da doença. Ter bom colesterol deixa de ser garantia para não sofrer de doenças cardiovasculares.  

O colesterol é uma gordura que existe no nosso organismo que, de forma sintética, se divide em bom colesterol e mau colesterol. Ora, como se depreende, o colesterol mau é perigoso, porque a gordura acumulada nas artérias diminui o fluxo de sangue e leva ao aparecimento de doenças cardiovasculares.

Este colesterol mau é vulgarmente combatido com medicamentos que fazem o papel do colesterol bom, na falta deste. No entanto, o trabalho de investigação que este especialista da Universidade da Pensilvânia está a levar a cabo, já concluiu que há pessoas que são incapaz de eliminar o colesterol mau - o LDL - do organismo e “limpar” as paredes das artérias, embora tenham níveis elevados de colesterol bom, designado como HDL.

A equipa de investigação liderada por Daniel Rader analisou os genes de 852 pessoas com níveis elevados de HDL. Uma mulher de 67 anos mostrava não ter o gene SCARB1. Depois, comparou estes resultados com os levados a cabo por uma outra equipa, a propósito do estudo do ADN em doentes cardíacos e descobriu semelhanças.

Os resultados, ainda preliminares, conduzem o tratamento do colesterol para um novo patamar, já que os medicamentos para combate ao colesterol, que normalmente passam pela injeção de HDL, podem não ser eficazes nestes doentes e o seu diagnóstico muito mais complexo.