Um estudo, divulgado esta quarta-feira, pode revolucionar o combate ao cancro do pâncreas. Uma equipa de cientistas identificou quatro subtipos da doença, uma descoberta que vai permitir um diagnóstico e tratamento mais adequado.

Em Portugal, o número de casos está a aumentar. Os últimos números dão conta de 1.400 novos casos por ano, com uma taxa de sobrevivência global aos cinco anos de apenas 5%.

Este novo avanço vai permitir tratar de forma mais específica cada subtipo da doença: escamoso, progenitor pancreático, imunogénico ou ADEX.

O modelo de tratamentos para o câncro do pâncreas não mudou muito nos últimos 20 anos. Há muitas opções quimioterápicas, mas que no geral não são muito seletivas, é como combater a doença de olhos fechados", explicou responsável do estudo.

O estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto de Ciências do Cancro da Universidade de Glasgow, na Escócia, abre caminho a tratamentos mais eficazes, que poderão aumentar a esperança de vida dos doentes. 

Isto vai ajudar a assegurar aos pacientes as terapias que melhor os irão tratar. Melhorar a esperança de vida para os doentes com cancro do pâncreas é uma das nossas principais prioridades e precisamos urgentemente de mais investigação que ajude a combater esta doença no futuro", explicou outra investigadora.

O cancro do pâncreas é, de todos os cancros, o que tem a taxa de sobrevivência mais baixa, sendo a quarta causa de morte a nível europeu.