Um bebé chora. Chora porque está aborrecido, porque tem fome, porque tem sede. E porque sente a dor.

Uma investigação da Universidade de Oxford, em Inglaterra, chegou à conclusão de que os bebés, mesmo os recém-nascidos, são tão ou mais sensíveis à dor como os adultos.

Rebeccah Slater, que liderou este trabalho académico de pediatria, revelou que «o seu estudo não só sugere que os bebés sentem a dor, como até podem ser mais sensíveis à dor do que os adultos», cita o «The Guardian».




Afinal, se uma criança mais velha pode receber medicamentos para as dores, por que não um bebé, destruindo assim a teoria de que o cérebro de um recém-nascido está subdesenvolvido e sensorialmente não acusa os meus estímulos que um adulto. Ou seja, tal como nos adultos, os bebés têm 18 a 20 regiões do cérebro recetivas à dor e não apenas 11 como se pensava.

Esta descoberta vem revolucionar a forma como se tratam os bebés, já que, pegando no exemplo britânico, 60 por cento dos bebés não recebam medicação para as dores nos cuidados neonatais.