Para além de cheirar mal e saber bem, o queijo é também um vício. Um estudo coordenado pela Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, chegou a essa conclusão após analisar os dados recolhidos através de um inquérito feito a 500 estudantes.

Os elementos foram analisados à luz da escala de Yale, que mede a adição por comida. No top das comidas que criam maior adição surgiram dois grandes grupos: os alimentos gordos e os alimentos processados. E o Óscar vai para a pizza, segundo o jornal The Guardian.

E pizza foi mesmo a escolha de José Sócrates quando saiu da cadeia de Évora. Portugal ficou a saber que fora encomendada, na primeira noite em que o ex-primeiro-ministro passou em prisão domiciliária, uma pizza extra-queijo.

A culpa é do queijo, ou melhor, de uma proteína do queijo. A caseína é uma proteína que se encontra no leite dos mamíferos e que pode ser tão viciante como uma droga, como se pode ler neste post encontrado no Twitter, em que a autora confessa o seu pecado da gula: o queijo é “o meu crack diário”.
 
No queijo, devido ao coalho, a concentração desta proteína é maior. Para o cérebro, essa informação é como ópio, explicou Neal Barnard, presidente do Comité de medicina norte-americano, mencionado pela Thrillist.

O queijo é, assim, uma droga saudável, q.b.. Ora, a associação do queijo ao doce do tomate faz da pizza uma verdadeira tentação, ao contrário do arroz e das massas integrais, que não criam adição.