Entre os milhares que estão no XVI Congresso Nacional do PS, não deixa de ser curioso só avistarmos um «Magalhães», uma das maiores bandeiras do Governo do secretário-geral José Sócrates.

«Estou a ouvir os discursos e, ao mesmo tempo, estou a trabalhar num documento que estou a elaborar para dar um parecer na União Europeia, cujo prazo acaba hoje. Como queria também assistir ao congresso, nada melhor que trazer um instrumento de trabalho, que me permite fazer as duas coisas ao mesmo tempo», disse Fernando Martinho, militante socialista que segura o «Magalhães» no colo, ao tvi24.pt.

Siga o congresso AO MINUTO

O director pedagógico de uma escola profissional de economia social usa o computador «no dia-a-dia» desde que o comprou, «há cerca de um mês», «como formador no programa e-escolas».

«O Magalhães não só é um instrumento excepcional para os nossos jovens, como para os adultos. Estou a coordenador um programa europeu sobre formação de pessoas adultas com mais de 45 anos e a minha sugestão é que utilizem o instrumento que é proposto para as crianças», aconselhou.

«Preparado para muitos combates»

Para Fernando Martinho, o «Magalhães» é «um instrumento de trabalho fácil» e «está muito bem concebido em termos de estrutura»: «Eu tinha problemas com outros computadores por causa da sua dimensão, do seu peso e de se partirem com o uso e este está preparado para muitos combates.»

Admitindo que, «para trabalhos mais complexos, os outros precisem de outros computadores», o militante socialista considerou que «é mais do que suficiente» para o seu trabalho.

«Permite-me ter os programas que uso normalmente, o Word, o Excel, o Powerpoint e a ligação à Internet e ainda tem uma boa bateria, já estou aqui há bastante tempo com ele», justificou.

«Vergonha de o utilizar aqui»

Os restantes militantes e congressistas parecem, no entanto, não ter aderido à «moda do Magalhães», pois Fernando Martinho é o único a utilizar o pequeno computador no congresso.

«Provavelmente há mais pessoas que até o têm, mas têm vergonha de os usar aqui, porque foi apresentado como sendo para as crianças, mas está no mercado à venda para qualquer pessoa. Julguei que mais gente ia utilizá-lo aqui, mas não tenho nenhum problema», concluiu.