Cientistas russos afirmam ter descoberto vestígios de vida marinha no lado de fora da Estação Espacial Internacional. Vladimir Solovey, funcionário responsável pelo segmento russo na Estação Espacial, disse à agência Itar-Tass que pequenos plânctones e organismos microscópicos foram descobertos no exterior da nave. A descoberta, entretanto noticiada pelo jornal britânico «The Independent», foi descrita por Solovey como «absolutamente única».

Apesar do entusiasmo dos cientistas russos, a NASA não confirma a descoberta. «Não temos nenhum relatório oficial dos nossos colegas russos de que encontraram plâncton marítimo», afirmou o porta-voz, Dan Huot. O mesmo porta-voz confirmou que os cosmonautas russos recolheram amostras a partir das janelas da Estação Espacial Internacional, mas esclareceu que só estavam à procura de «resíduos que podem acumular-se nos elementos visuais sensíveis». «Eu não sei de onde vem toda esta conversa sobre plâncton», acrescentou.

Embora o relatório citado pela Itar-Tass não esteja confirmado, é perfeitamente concebível a ideia de que há vida no ambiente inóspito do Espaço, de que é possível sobreviver a radiação cósmica, temperaturas congelantes e gravidade zero. Um estudo realizado em janeiro de 2013 encontrou evidências de vida microbiana até 16 quilómetros acima da superfície do planeta, enquanto um invertebrado microscópico conhecido como «tardigrade» sobreviveu no vácuo do espaço durante 10 dias, suportando uma exposição à radiação 100 vezes superior à necessária para matar humanos.

Assim, embora seja possível que algum tipo de vida terrestre estivesse do lado de fora da Estação Espacial, não é de todo claro, caso o relatório seja confirmado, como é que chegou lá a cima. Embora o plâncton marítimo possa ter chegado ao Espaço por via de alguns módulos espaciais contaminados, Vladimir Solovey sugeriu que também pode ter vindo de «correntes de ar ascendentes, que se fixam na superfície da Estação Espacial».