A estação espacial chinesa Tiagong-1 vai colidir com a Terra nas próximas semanas e os especialistas ainda não sabem ao certo em que zona do planeta isso vai acontecer. O módulo com 8,5 toneladas foi enviado para o espaço em 2011, sendo que, cinco anos mais tarde, a China veio admitir que lhe tinha perdido o controlo.

A Agência Espacial Europeia prevê a queda do módulo entre os dias 24 de março e 19 de abril, sendo que a mesma antevê que a estação espacial vai reentrar na atmosfera entre as latitudes 43 graus norte e 43 graus sul, o que significa que pode despenhar-se em partes do mundo tão distintas como o norte da China, Médio Oriente, centro de Itália, norte de Espanha e dos Estados Unidos, Nova Zelândia, Tasmânia e em algumas partes da América do Sul e sul do continente africano. 

Suspeita-se que a nave espacial possa conter uma substância perigosa - hidrazina - que pode ser fatal em contacto com áreas muito povoadas. No entanto, a Aerospace Corporation sublinha que as hipóteses dos detritos atingirem centros populosos são mínimas. 

Considerando as localizações deste pior cenário possível, a probabilidade de uma pessoa específica ser atingida por destroços da Tiangong-1 é cerca de um milhão de vezes mais reduzida do que as probabilidades de ganhar a lotaria”, garantiu a instituição na sua página, acrescentando que “na história dos voos espaciais não se tem conhecimento de qualquer pessoa que algum dia tenha ficado ferida na sequência da reentrada de detritos espaciais". 

Por causa do sucedido, as agências espaciais estão já a testar novos modelos e equipamentos de rastreio, que incluem radares, lasers e telescópios óticos, com o propósito de nos próximos dias tentar prever mais concretamente quando e onde é que o módulo de 8,5 toneladas irá cair.