Os profissionais da engenharia mecânica produzem robôs para atuar em diversas áreas, sendo a dos cuidados de saúde e de companhia uma delas. Contudo, o interesse da indústria do sexo por estas máquinas parece estar a crescer. E há quem esteja interessado.

O robô Roxxxy, uma menina, foi desenvolvido pelo engenheiro Douglas Hines e é diferente porque «pegou-se na inteligência artificial» e «combinou-se com a forma humana», disse o criador citado pela BBC.

«Uma aplicação prática dos robôs humanizados é a indústria do entretenimento», diz o Instituto de Indústria Avançada de Ciência e Tecnologia (AIST), criador do robô feminino HRP-4C que canta e dança.

Em 2007, o britânico jogador de xadrez e especialista em inteligência artificial David Levy escreveu no seu livro «Amor e Sexo com Robôs» que os humanos teriam relações sexuais com as máquinas dentro de cinco anos.

Douglas Hines disse, acerca dos benefícios práticos dos robôs, que «um muito óbvio mercado de aplicação é o dos cuidados de saúde, mas há outro menos conhecido e que está a ganhar terreno que é a indústria do sexo».

Contudo, os seus desejos enquanto engenheiro são os de proporcionar companhia acima da simples satisfação sexual humana. Acrescenta ainda que não interessa quão bem desenvolvido é o robô porque não deixa de ser uma máquina e não pode substituir «a coisa real».

Numa investigação recente deste ano, uma em cada onze pessoas revelou numa sondagem do «The Huffington Post» que estaria preparada para ter relações sexuais com um robô, o que corresponde a quase 10% dos inquiridos. Em comparação, 25 milhões de norte-americanos estariam dispostos a ter sexo com uma máquina.

Veja neste vídeo como o robô feminino HRP-4C que já se encontra bastante perto da forma humana: