A ideia de criar um banco de jardim que carrega oito telemóveis em simultâneo com base em energia solar, e inaugurado em Penafiel, demorou um ano a aperfeiçoar.

Segundo Michael Costa, quadro superior da empresa local que desenvolveu o projeto, "todo o conceito" foi trabalhado por diferentes departamentos de engenharia até chegar ao modelo final, hoje apresentado no Parque das Lages, em Penafiel.

Um protótipo tinha sido apresentado na edição de 2014 da Agrival, mas desde então foram desenvolvidos vários melhoramentos técnicos, explicou.

O banco é construído num material sintético designado pedra acrílica, também desenvolvido e construído pela empresa.

A peça tem a forma de um coração, replicando, até nas cores vermelho e amarelo, um dos símbolos da identidade do município.

No interior do conjunto de mobiliário urbano localizam-se, ocultadas, as baterias que armazenam a energia solar captada a partir de vários painéis fotovoltaicos.

Numa das faces do banco encontram-se oito pontos de carregamento através de USB ou ficha elétrica tradicional.

O equipamento dispõe também de luzes "led", de baixo consumo, que garante a iluminação durante a noite.

Segundo o técnico, um único dia de sol permite acumular energia para oito dias de utilização intensiva, o que corresponde a uma potência de 2.300 watts por hora.

Outra vantagem do conjunto é de funcionar com uma antena que distribui Internet gratuita, através do sistema wireless.

Michael Costa disse que o conceito de aliar a energia solar, a uma peça de mobiliário urbano capaz de disponibilizar Internet sem fios e carregar dispositivos eletrónicos é completamente novo, decorrendo já a fase de atribuição de patente.

O técnico disse que o conceito pode ser aliado a outro modelo de utilização, diferente do adotado por Penafiel, incluindo a possibilidade de colocação de ecrãs para difusão de informação útil ou publicidade.

Questionado pela Lusa sobre se o conceito vai ser alargado a outros municípios portugueses, avançou que já há contactos com esse objetivo.