O Facebook vai permitir aos utilizadores que confirmem se seguem ou gostam de uma das 290 páginas criadas no Facebook e no Instagram por trolls russos, no âmbito de uma campanha de desinformação em torno das eleições presidenciais norte-americanas do ano passado.

Em causa, páginas que foram projetadas para parecer que eram administradas por norte-americanos, mas que realmente foram criadas pela empresa pró-Kremlin Internet Research Agency.

A iniciativa do Facebook surge depois de o senador democrata Richard Blumenthal (Connecticut) ter pedido ao Facebook, ao Twitter e ao Google que informem os respetivos utilizadores se viram ou não posts de atores russos que não correspondiam a notícias verdadeiras.

Blumenthal pediu ao Facebook atinja todos os utilizadores que encontraram qualquer conteúdo da empresa Internet Research Agency e que diga "exatamente o conteúdo que eles viram para que possam entender e avaliar o que eles podem ver no futuro", de acordo com uma carta que ele enviou à companhia.  

A iniciativa do Facebook deixa, ainda assim, de fora mais de 120 milhões de utilizadores que visualizaram anúncios e posts das páginas e podem ter feito “gosto”, partilhado ou comentado esses mesmos anúncios. Um porta-voz da empresa de Mark Zuckerberg afirmou que é muito difícil chegar a todos os afetados, sobretudo por não ser possível identificar de forma precisa quem teve acesso ao conteúdo.

O Facebook vai monitorizar a atividade dos utilizadores entre janeiro de 2017 e agosto de 2017, nas contas identificadas como tendo sido criadas pela IRA. Todas as páginas contempladas nesta ferramenta, que estará disponível através do Facebook Help Center, estiveram envolvidas na disseminação de notícias falsas durante a campanha eleitoral que antecipou as eleições presidenciais norte-americanas de 2016.