O grupo de " hacktivistas" Anonymous pediu ajuda aos serviços de segurança para defrontar a ciberguerra contra o Estado Islâmico, declarada depois dos atentados de 13 de novembro, numa entrevista à Skny News.

Nas últimas semanas a organização tem desativado centenas de sites de propaganda jihadista, assim como milhares de contas do Twitter associadas ao EI. Mais recentemente foram associadas à operação a publicação de um anúncio de Viagra em vários websites do grupo extremista e a substituição das suas imagens por patos de borracha.

Contudo, a luta contra o EI está a revelar-se difícil e alguns hackers, em entrevista ao canal televisivo, afirmaram ser necessária ajuda para o derrubar, porque os extremistas estão a proteger melhor os seus sites e contas.

De acordo com os depoimentos, há uma equipa especializada que está encarregue da operação, chamada Ghost Sec, constituída por apenas 12 pessoas de diferentes partes do mundo. Têm uma equipa de tradutores de arábico para decifrar o que está escrito nas páginas que encontram.

Mas mesmo assim, a tarefa torna-se complicada, porque há contas a emergir por todo o mundo, todos os dias.
 

Penso que [os serviços secretos] ou estão a tentar ignorá-lo, não sabem como fazê-lo ou não têm tempo ou pessoas. Penso que se tivesse de fazer isto como trabalho, seria por oito horas por dia e tentava esquecer-me disto. Para nós, a única pausa é quando estamos a trabalhar ou a dormir”, disse um dos membros, intitulado "Comedi".


Apesar de terem sido acusados de eliminar contas de pessoas inocentes, os representantes do grupo disseram que todas elas são verificadas duas vezes, antes de serem derrubadas.

Várias personalidades, como o político do Reino Unido John Hayes, já vieram a público louvar o trabalho dos Anonymous para derrubar o EI. O membro do parlamento britânico disse estar “grato a todos aqueles que estão a travar a batalha contra este tipo de maldade”.